CINQUENTA E 4

Só queria olhar para você e poder entender todos estes sentimentos que me confundem.

Escrito por LMP às 23h21



CINQUENTA E 3

Queria apenas partilhar.

Escrito por LMP às 23h18



CINQUENTA E 2

Não me deixa falar, tambem não quer me ouvir!

Escrito por LMP às 23h12



CINQUENTA E 1

 ela cala a minha voz.



Escrito por LMP às 23h10



CINQUENTA

Não sei ao certo que rumo devo tomar para tornar a viagem menos árida. Sinto caminhar no DESERTO.



Escrito por LMP às 22h56



QUARENTA E 8

A cabeça dói. Parece triturar meus pensamentos.

Escrito por LMP às 22h50



QUARENTA E 7

Dias iguais repetem-se infinitamente, aumentando meu sofrimento.
Tudo depende de uma decisão, que procrastino como masoquista que sou.


Escrito por LMP às 22h50



QUARENTA E 6

Paro tudo para escrever  e tentar aplacar a vontade de estar mais perto.



Escrito por LMP às 22h45



QUARENTA E 5

A tela em branco que aos poucos preencho com letras, palavras, frases.



Escrito por LMP às 22h44



QUARENTA E 4

Perdido em meio a problemas, surge novamente a SAUDADE cortante que insiste em tocar-me de hora em hora, como se fosse um remédio amargo que deve ser ministrado em horários determinados.



Escrito por LMP às 22h31



QUARENTA E 3

Volto ao escritório onde uma maratona sem fim de afazeres me aguarda



Escrito por LMP às 22h21



QUARENTA E 2

Mendigos nas calçadas em meio a cobertores sem cor invadem meus pensamentos com os pedidos de costume. Apenas atuo no papel que me é reservado



Escrito por LMP às 22h10



QUARENTA E 1

 

Saio às pressas, tenho um compromisso que me fez acordar cedo. Bebo um café em um boteco qualquer, folheio o jornal que foi deixado a mesa, olho as pessoas que passam se dirigindo aonde não sei. Em comum entre elas apenas a pressa.



Escrito por LMP às 01h14



QUARENTA

Arrumo as roupas para lavar. Separo e guardo os objetos que estavam fora do lugar..



Escrito por LMP às 01h13



TRINTA E 9

 

Roupas amontoadas, sapatos fora do armário, almofadas jogadas ao chão misturadas à livros que insisto em não ler. O telefone jogado ao lado da cama faz aumentar a saudade de quem estava do outro lado da linha.



Escrito por LMP às 01h00



TRINTA E 8

Acordo cedo. Abro a janela. O dia ainda não surgiu. Vislumbro apenas a névoa que me faz pensar estar em outra cidade. A pouca luz do início do dia penetra em meu quarto, dando a claridade necessária para verificar a bagunça do dia anterior.



Escrito por LMP às 00h51



TRINTA E 6

Durmo!!!!!!!

Escrito por LMP às 00h48



TRINTA E 4

Leio um livro onde reconheço passagens. Outras não. Na vida, cenas se repetem insistentemente querendo me mostrar o caminho e conclusões as quais não quero chegar.



Escrito por LMP às 00h45



TRINTA E 3

 

Acendo um cigarro enquanto assisto ao dia  perder suas cores . Nuvens alaranjadas misturadas ao cinza-azulado de um imperceptível inverno. Em nada assemelham-se as tardes de inverno em Londres. Céu nublado, sol amarelo pálido, frio.



Escrito por LMP às 00h39



TRINTA E 2

 É, como se nunca antes houvesse sido amada, conservou um ar austero, porem nada conservador. Vulgar diriam.....Conversas adentram as horas, pedaços de mundos diferentes, destinos iguais.

Escrito por LMP às 00h30



TRINTA E 1

Asiáticos exóticos sentam-se na mesa, os asiáticos adentram a  minha boca.



Escrito por LMP às 00h25



TRINTA

 A  lua cheia, reflete nas paredes os reflexos de minha face triste, sinto uma tristeza no ar.



Escrito por LMP às 00h08



VINTE E 9

Recordo dos lindos olhos negros e enviesados, que só ela possuía, sinto  o  cheiro que sempre foi peculiar a ela..... Quanta saudade!  Imagino ela batendo a minha porta e adentrando meus sentimentos como sempre o fez..... Sem a menor cerimônia.

Escrito por LMP às 00h01



VINTE E 8

Tento chama-la, mas minha voz pareceu dispersa-se antes mesmo das PalAVras ToMArem FORmaS, talvez por ter eu chamado inutilmente tantas vezes por ela.

Escrito por LMP às 23h56



VINTE E 7

Ouço a ladainha do adeus continuo, ouço o murmúrio dos meus sonhos ocultos, olho para trás e sinto passos me seguirem.  Decido seguir ao imaginário de minha imaginação, confrontando assim minhas próprias idéias a respeito daquilo que não irei respeitar, ou sequer pensei.

Escrito por LMP às 23h54



VINTE E 6

“- Adeus.... adeus”- eram as únicas palavras que ecoava na alma dela.

Escrito por LMP às 23h53



VINTE E 5

                     

Durante os primeiros passos houve um silencio, ainda que não mórbido porem silencio, mas logo ouvi chamar meu nome. “- Preciso ser forte”- dizia ela.  “- Grite minha presença” – desejava eu.



Escrito por LMP às 23h51



VINTE E 4

Passos cortam silenciosamente o silencio da noite que chega.

Escrito por LMP às 23h44



VINTE E 3

Fixo meus pensamentos.....  A tarde cai. A noite de verão chega com um cheiro de jasmim (já ouvi antes esta canção!?!?!?!)

Escrito por LMP às 23h42



VINTE E 2

Meio-dia! Leio um trecho de um soneto do Neruda , TARDE ! Sinto também que já e tarde para amar aquela que traiu meu coração, amar quem roubou minhas idéias, de quem me fez sofrer.

Escrito por LMP às 23h40



VINTE E 1

Oportunos e indesejáveis pensamentos me vêem a mente, procuro sonhar acordado, não logro êxito.... Desperto!!!!!

Escrito por LMP às 23h37



VINTE

Tento sem sucesso voltar a dormir!

Escrito por LMP às 23h35



DEZENOVE

Gotas de chuva tocam a minha vidraça, amores passados tocam meu coração que por não ser leviano, tornou-se humano.... Mas sei lá.... Ainda não sinto a vontade de levantar.



Escrito por LMP às 23h34



DEZOITO

Manhã, outra manhã..... Não tão longe, um passaro com o silencio excitante, observa o meu não desejo de acordar. Risos!



Escrito por LMP às 23h26



DEZESETE

Recordo do amor verdadeiro que nunca encontrei, ou ao menos simulei não haver encontrado o que eu pensava amar. Sinto me cansado. Olho para o calendário ilustrado por um retrato em branco e preto de "Je suis belle", do Rodin. Os dias, os meses, o ano, não irão passar tão cedo. Onde o Rodin encontrou tantas formas para tamanha beleza? Um ar de graça me entranha. Tomo leite com sal, e tiro o amargo do corpo com água e açúcar... ...Nada fiz.



Escrito por LMP às 23h17



DEZESSEIS

Levanto-me com o desejo de me deitar antes de ficar em pé, já não consigo ficar deitado, já não sinto o teto sob os meus pés, lentamente, caminho por entre os cômodos do pequeno apartamento procurando  algo que não perdi, continuo a procurar aquilo que certamente nunca irei encontrar.



Escrito por LMP às 22h52



QUINZE

       

 Fico ansioso, pois quem estaria me escrevendo numa tarde como esta? Acesso o meu correio eletrônico e vejo que é apenas um "junk mail", apago antes de ler e vou tentando também apagar a ansiedade momentânea. É aquela forma humana da fotografia  onde andará? Que forma humana terá agora?



Escrito por LMP às 22h37



DOZE

                                                        

 

Olho para uma fotografia sobre minha papeleira, aos muitos noto que já não mais existem "nadas" na forma humana retratada naquele papel. São as formas, onde estão as formas?



Escrito por LMP às 22h29



ONZE

 

                                                                          

O imenso vazio aos poucos torna–se completo, desloco meu olhar do ventilador no teto, o girar das paletas me irrita, sinto a necessidade de tomar uma Coca-Cola.



Escrito por LMP às 22h05



DEZ

       

Um imenso vazio de formas me cerca nesta fria tarde de domingo, são cores sem formas, são objetos sem formas, são pensamentos sem formas... Nada parece fazer sentido, nada parece ter forma. Através da janela observo os carros passarem uniformemente velozes. O céu cinzento lembra Londres, Londres aos poucos toma forma em meus sentimentos, repentinamente estou em Nova York, na verdade nada foi Londres.



Escrito por LMP às 21h56



NOVE

Acordo!!!!!!!!!!!!!!

Escrito por LMP às 20h43



OITO

Retorno a minha morada. Onde não existem versos nunca antes lidos. Consigo dormir com o sonho das vidas que vivo. As idéias já não fazem sentido, o mundo se abre com a porta. Não passo a chave acreditando na segurança dos meus sonhos. Apenas durmo.



Escrito por LMP às 20h43



SETE

Vi tantas vocês aqui que já não sei mais quem são, tudo tão irreal, sempre acreditei no irreal das coisas reais, viveria assim vidas



Escrito por LMP às 20h37



SEIS

E sagrado o lugar onde tocam os sinos, é sagrada minha alma. Sagrado é o segredo por vir, que eu suponho guardá-lo. O tempo tão relativo e incerto lentamente passa. Tudo é apenas uma questão de segundos. Cada coisa há seu tempo, cada coisa com seu espaço. Tempo, espaço, espaço e tempo. Luxo!?

Escrito por LMP às 20h36



CINCO

Noto claramente o cheiro de Fleur di Rocais na bela senhora que me observa através da janela do metrô. Metrô o qual nunca irei tomar, pois não passa perto da minha morada. Subo as escadas do "subway" sem pressa, não tenho pressa de chegar onde ainda não pensei em ir. O outono nasce órfão de um verão que ainda não morreu. Cheiros imaginários de jasmins. Sinos tocam com ruídos rápidos e secos cortando o vazio de sons ausente em minhas idéias. Um grito de angustia e histeria adentra meus EUS sem pormenores ou subterfúgios, lavando-os com lagrimas geladas. Minha outra solidão ainda permanece, ainda enxergo o reflexo da minha imagem na vitrine. Uma brisa fria lambe a minha face. Um beijo imaginado.

Escrito por LMP às 20h35



QUATRO

Procuro  lembrar o meu outro alguém enxergando na vitrine o reflexo da minha semelhança, do meu suposto outro eu. As horas não passam, todavia o tempo real e definido calmamente se impõe sobre os pedestres que com destinos diferentes se cruzam num vai-e-vem frenético



Escrito por LMP às 20h33



TRES

Um olhar andrógino me observa por entre os vidros de uma vitrine na esquina da Quinta Avenida, um velho antecipa-se por entre os carros é desaparece, o olhar andrógino é desviado... Sinto me livre agora... Volto a caminhar como se aquele olhar nunca me tivesse antes acontecido.



Escrito por LMP às 20h23



DOIS

Olho pela minúscula janela do meu banheiro, onde não consigo ver os vestígios de um dia que já começou, o meio-dia chega com aspecto de noite trazendo um frio de inverno que aos poucos vai penetrando na ante-tarde de verão.

Escrito por LMP às 20h22



UM

Sinto saudades daquilo que ainda não vivi, talvez sinta o cansaço da caminhada que ainda não comecei, ou talvez nada sinta...  Sabe quem? Telefones tocam ao meu redor, toques... Toques... Corpos no imaginário tocam, líquidos de copos bebidos, tocam o suor de um outro corpo. Gosto de tamarindo amarga minha boca...  Tua presença circula o meu EU, minha presença não circula o meu NOSSO...  Nosso EUS são nossos, nossos NOSSOS é EU.......... Até o nada é relativo... Até onde? Até quando?   Amor meu grande amor... Jamais chegarei na hora marcada, não chegarei aos encontros, não chegarei aos teus sonhos em minutos marcados... Tudo esporadicamente alheio, tudo inevitavelmente alheio!



Escrito por LMP às 20h21



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